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... e não está fácil. Acabei de ver a rubrica "Vidas Suspensas" no Jornal da Noite da Sic. Que murro no estômago, que relato real e cruel. O meu coração disparou e mingou de tanto sofrimento ver. Caramba, como é que aquela mãe consegue? Somos de facto criaturas incríveis, capazes de lutar contra o mundo, principalmente no que toca aos filhos. Senti-me do tamanho de uma formiga comparando a minha realidade à daquela mãe e daquele filho. Mal comparando obviamente. Recordei tudo o que senti quando na ecografia das 20 semanas (ou 21, não consigo precisar) me disseram: "há aqui qualquer coisa, a bebé não está a desenvolver-se como deve. Há aqui umas alterações e um ligeiro atraso no crescimento intra uterino". Fiquei sem chão, quase morri, lembro-me daqueles segundos, minutos, horas, nem tenho noção do tempo, como se fossem à instantes. Já lá vão dezanove anos. Chorei como se  mundo estivesse perto do fim, ainda por cima fui sozinha fazer essa ecografia (sem comentários...). Primeira gravidez, primeiro filho, todo um novo mundo e o que eu desejava aquele bebé. Tudo o que passei depois daquele dia e até ao dia de hoje não é nada comparando com esta mãe coragem do programa de hoje. 

Respeito e profunda admiração é o que sinto por aquela mãe. Faz o impossível por aquele filho. Deixou de trabalhar, o casamento foi por água abaixo, e vive na expectativa de um veredicto que nunca mais chega. A cada dia tenho mais vergonha da justiça portuguesa e de quem manda neste País e permite que a dita justiça seja não mais que injustiça, neste e em tantos (quase todos) casos. Se não puderan ver, por favor vejam. Fica aqui o link. No final do programa o sorriso que aquele menino esboça é absolutamente comovente.

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publicado às 22:28

Bravo, bravo, bravo!!! E não é por qualquer comemoração ou aniversário. É sim pelo excelente e fora de comum que foi hoje o programa "E se fosse consigo?". Se já é um programa que sigo assiduamente, hoje fiquei vidrada do princípio ao fim.

Quem acompanha estas minha andanças aqui pelo sapoblogs, sabe que tenho uma filha surda e que estamos ambas a aprender Língua Gestual Portuguesa. A surdez faz parte das nossas vidas há quinze anos, com todas as dificuldades e conquistas que isso acarreta. Logo este programa tocou-me em particular por abordar um tema que me é sensível. 

Uma das coisas que reparei desde o início e durante todo o programa, foi que foram muito poucas as pessoas que deixaram mostrar a cara, assim como as que se mostraram minimamente disponíveis para ajudar ou sequer tentar ajudar a pessoa surda. Vergonha talvez? Se não foi, devia. 

Neste programa percebem-se uma série de erros crassos que se cometem vulgarmente quando se fala de surdos ou da comunidade surda: 

  • Surdos-mudos não existem. Os surdos têm cordas vocais e emitem sons, riem, gritam, etc. Os que não falam é porque não aprenderam a oralizar por não ouvirem e são muito poucos. Por sua vez os mudos não são surdos, só não falam. 

  • Linguagem gestual não existe. No nosso País é uma língua (Língua Gestual Portuguesa) e foi reconhecida como tal pela Constituição da República, em 1997 (Diário da República – I Série A – n.º 218 – 20/09/1997 – Lei Constitucional)

  • Cada País tem a sua língua gestual, tal como a língua falada, até a brasileira é diferente da portuguesa.

  • A comunidade ouvinte considera a surdez uma infelicidade. Não é de todo, é apenas uma condicionante na vida dos surdos, tal como que usa óculos, ou uma prótese, ou coisa que o valha.

Também constatei alguns factos que me surpreenderam negativamente, como por exemplo o Instituto Nacional de Reabilitação não ter informações ou dados concretos sobre a comunidade surda, como por exemplo quantos são, onde estão, faixas etárias, se trabalham, etc. E é assim que se deliberam leis e medidas entre outros assuntos sobre os surdos. 

Neste programa deram a conhecer também reais dificuldades que a comunidade surda enfrenta rotineiramente. Uma ida ao hospital, finanças, segurança social, ou qualquer outro serviço público. Como é difícil até o acesso ao ensino. Devia ser obrigatória a formação de profissionais dos serviços em LGP, mesmo que básica, seria o suficiente para comunicar. Já no que respeita à saúde deveria ser um direito ter um intérprete tal como é ter assistentes sociais e coisas que tais. Porque não LGP como língua nas nossas escolas? É tão válida como inglês, francês, espanhol ou outra. 

Os surdos têm de se adaptar à sociedade. Porque não o inverso? Isso acontece com alguns tipos de incapacidade ou deficiências. Colocam-se rampas para incapacidade motora, avisos sonoros para cegos, por exemplo. Infelizmente falta inclusão na sociedade em geral, mas os surdos então são vistos quase como aliens. Os surdos não mordem nem são esquisitos, só fazem muitas caretas e expressões porque isso está associado aos gestos.

Já a educação dos surdos é quase um comédia negra. São obrigados a saber ler nos lábios, embora muitos até o aprendam instintivamente (como aconteceu com a minha filha), são alunos com necessidades especiais educativas, mas os profissionais nesta área são parcos e o número de aulas semanais, quando as há, é mais parca ainda. A educação dos surdos devia ser tão importante como a dos ouvintes. É na e da educação e assenta e depende o futuro de todos os indivíduos. Dela depende o seu percurso e capacidade profissional. Os direitos, tal como os deveres deveriam ser para todos, mas essa é uma realidade longínqua para os surdos.

Pela primeira vez em televisão, no nosso País, houve um debate protagonizado na íntegra por pessoas surdas. Acredito que com este programa as pessoas surdas deste País se tenham sentido ouvidas. 

E para a Sic, não vai nada, nada, nada? Tudo!!! Parabéns pelo "E se fosse consigo?" de hoje pelo tema que abordou.

O programa inteiro pode ser visto aqui.

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publicado às 23:06

Casados Primeira Vista.jpg

Confesso que estou fã deste programa. Já tinha visto o Married at First Sight UK e Austrália, onde houve casos de sucesso nos casamentos. Loucura ou não, eu gosto muito, aliás não perco um episódio. Se por um lado me custa a entender o que leva aquelas pessoas a casarem com desconhecidos, só baseado na escolha de "especialistas", por outro penso e porque não? Relações improváveis podem ter tudo para dar certo. E por mim falo, que estou casada há seis anos com o aquele que era, já depois de nos separarmos, o melhor amigo do pai dos meus filhos. 

No Casados à Primeira Vista há toda a envolvência de um programa que proporciona experiências extraordinárias, que leva ao romance, tudo o que pode ajudar a cimentar uma relação, assim haja vontade. E depois há que cair na realidade e ser capaz de levar o barco a bom porto, que a vida não são só rosas, bem se sabe. Aguardo com expectativa os próximos programas a ver o aquilo dá.

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publicado às 12:22

Foi há duas semanas que fui surpreendida com um email a convidar-me para participar no programa da TVI, "A Tarde é Sua". O tema não me podia ser mais querido, "os meus avós foram uns pais para mim", que é a minha realidade. Chegaram até mim por uns textos que escrevi aqui no blog sobre os meus avós. Se alguma vez me passou pela cabeça que o blog teria este impacto. A primeira reacção foi, que disparate, vou lá agora a um programa de televisão. Respondi ao email, onde me pediam para falar um bocadinho comigo, facultei o meu contacto e mais tarde explicaram-me como ia ser o programa e o contexto. Não sem antes me agradecerem a resposta e a sinceridade ao dizer-lhes que não estava a pensar aceitar. O meu marido achou desde logo que eu devia ir, afinal era um testemunho sem mal nenhum pelo contrário seria uma partilha. Acabou por ser uma conversa muito agradável e eu acabei por aceitar o dito convite. Hoje lá fui eu cheia de nervos, com muitas emoções à flor da pele, só pensava, que triste figura vou fazer. Socorro, em que é que me vim meter? à parte o dramatismo da introdução, que naõ de confirma na entrevista, afinal correu muito bem, a Fátima Lopes é muito querida e atenciosa com os convidados. Ainda me engasguei um bocadinho, mas no geral correu bem. A conversa é conduzida pelas informações que ela já tem, mas tenho a sensação que ficou muito por dizer. 

Foi uma experiência muito gira, tive direito a maquilhagem e cabelos antes de entrar no estúdio, o que só por si já me fez acalmar um bocadinho. Nunca me vi nestas andanças e afinal até gostei. 

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Ainda não vi a entrevista propriamente dita e acho que não vou ver. Me-do!!!!

Agora estou a pensar seriamente dormir sentada para aproveitar o cabelo e a maquilagem para amanhã, 

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publicado às 18:24

Se calhar já acabavam com a palhaçada de nos bater à porta dia sim, dia sim, às vezes os dois no mesmo dia, não!?

Já na outra casa eram bastante frequentes as visitas destes senhores, mesmo já sendo eu cliente de uma operadora de televisão com serviço fibra. Mas nesta casa então... parecem cães a um osso, quase uma praga. É vê-los rua acima, rua abaixo a toda e a qualquer hora. E que tal começarem por fazer o trabalhinho de casa e não incomodarem quem já é cliente? Se calhar era uma boa ideia, pelo menos os da operadora da qual já sou cliente. Fazem comigo tal como fazem com as outras pessoas. Acho que demonstra uma falta de profissionalismo impressionante, e depois insistem, insistem,Ah e tal... temos condições melhores e patati patata. Da próxima salta-me a tampa e insulto a criatura que me aparecer pelo frente!

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publicado às 22:51

Fox Life

17.11.10

É provavelmente o canal em que a minha televisão está mais tempo ligada. Descobri agora que estreiam amanhã as novas temporadas de duas séries de que gosto muito: Anatomia de Grey - temporada 7, e Clínica Privada - temporada 4. É um dois em um fantástico, para quem nem vê muita televisão. O horário é que não é de todo o mais jeitoso, 21h25. A esta hora eu ainda ando habitualmente às voltas, entre tpc's, banhos, jantares e afins.

Portanto pára tudo, que se me querem ver amanhã à noite é coladinha na Fox Life. Ah pois é!!

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publicado às 22:12


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