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Nestas férias, tal como tento fazer sempre, reservamos também uns dias para visitar, conhecer e aprender, já diz o ditado que o saber não ocupa lugar. Como tal no 1º fim de semana rumámos à Expo e ao Oceanário e no 2º rumámos a Sintra e à Quinta da Regaleira para ver o Principezinho. Pelo meio, nos dias menos bons (que o S. Pedro ainda não atinou), rumámos até à nossa loja favorita, a Fnac, onde conseguimos passar horas a ler e a descobrir novos livros, a contar histórias, os meninos ainda vêem filmes e todos ouvimos as novidades musicais. Do meu aniversário ganhei um cartão oferta e assim sendo comprei alguns livros que há já algum tempo tinha na calha para comprar (e tantos mais comprava ainda se pudesse, o que eu amo livros, senhores, que perdição).

 

Do Oceanário

Quando chegámos vi o caso mal parado, quase desisti, estavam dezenas de pessoas na fila para a bilheteira, mas o meu propósito era mesmo visitar, como tal mantive-me firme e afinal a fila até andou rápido. Há já alguns anos que não ia ao Oceanário, as bilheteiras e a entrada mudaram de sítio. Está também patente a exposição temporária sobre tartarugas marinhas, que vimos também. Só lamento o preço dos bilhetes ser tão caro, como em quase tudo que sejam exposições, jardim zoológico, badoca, teatros, cinemas e afins, e é uma pena. Confesso que às vezes me retraio deste tipo de programas por isso mesmo, pois que o orçamento não estica, e ao contrário do nosso governo, também não permite desvios, com muita pena minha.

Enquanto à nossa volta a pressa reinava, toda à gente queria ver tudo e a correr, o que me fez alguma confusão, pois acho que o local inspira exactamente o oposto, a nossa visita prolongou-se por cinco horas. Parece muito escrito assim, mas não foi de facto, nem demos pelo tempo passar. Começamos pelas tartarugas (itinerário recomendado e que cumprimos à risca), onde a exposição contava uma história, desde o nascimento em que a cada mil só chegam à idade adulta duas (o que é terrível), as várias espécies, os perigos com que se deparam ao longo da vida e de como estão quase todas em perigo de extinção. Depois passamos então ao Oceanário em si. Vimos tudo ao pormenor, lemos cada sinalética, vimos cada espécie, escutamos cada som, parámos sempre e quando nos apeteceu para ver melhor e admirar cada aquário, do tanque central aos outros ambientes com os temas dos vários oceanos. A manta parecia a dona da companhia, toda vaidosa, não se fazendo rogada de se exibir a cada vidro do tanque, o tubarão tigre metia respeito de grande que era, havia também um que pões ovos (fiquei fascinada, não fazia ideia que uma das espécies de tubarão põe ovos), outro tinha umas marcas de dente de lado (palpita-me que algo não correu muito bem), os meninos ficaram espantados de descobrir que afinal o bacalhau não é espalmado e até tem uma barbicha, as lontras na sua habitual simpatia e sempre na brincadeira, os pinguins com o seu andar castiço, os ambientes do Índico sobressaem pela cor tanto dos corais como dos próprios peixes (lá estavam o nemo e a sua amiga), descobrimos que há corais fluorescentes, entre tantas e tantas outras coisas. Os meninos estavam deslumbrados, e eu confesso que também. Que bom foi redescobrir o Oceanário.

 

 

Ao fim de cinco horas, a fome apertava, e quais turistas malucos, fomos às compras e fizemos um piquenine sentadinhos num banquinho à beira rio. Depois e no âmbito do Festival dos Oceanos vimos duas embarcações antigas, o Santa Maria Manuel, que já não pudemos visitar, que já era o final da tarde e ia fazer-se ao mar, e o Vera Cruz onde pudemos subir a bordo e ouvir as histórias de como era a vida a bordo no tempo dos descobrimentos.

 

 

Do Principezinho

Ora sendo este um dos livros da minha vida, onde tantas verdades se dizem, e das quais nos devíamos lembrar muito mais do que na realidade fazemos, e eu não sou excepção, há já algum tempo que queria ir ver esta peça. Desde maio, quando estreou que lá queria ir, e desta vez fomos. Valeu muito a pena, a peça está em cena na Quinta da Regaleira que já de si é um local mágico, lindo e que nos consegue transportar ao tempo dos príncipes e princesas. A história e em tudo fiel ao livro, mesmo já o tendo lido há alguns anos, relembrei-me de todas as situações. Os actores são apenas quatro e que encarnam os mais variados personagens que interagem com o público e a peça desenrola-se em vários locais da quinta, andando o público pelos espaços também. Para as crianças é fantástico, os meus meninos adoraram. Estão de parabéns a Fundação Cultursintra e companhia de teatro Byfurcação. Aqui de salientar também o preço dos bilhetes (€ 7,50) que sem ser barato, não é também um exagero, e eu através da Letsbonus (site de compras colectivas com descontos fantásticos), comprei com 50% de desconto.

 

 

No final da peça somos convidados a visitar a exposição sobre o autor Antoine de Saint-Exupéry, com peças que são propriedade do Pedro Granger, que é seu grande admirador e da sua carreira.

 

Relembro a que é para mim "a" citação de Saint-Exupéry no Principezinho:

 

"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."  

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publicado às 15:30

um-electrico-chamado-desejo

(foto tirada daqui - Caras online)

 

Ontem fui ao teatro. Soube muito bem, qual reconforto para a alma. Fui ao Teatro Nacional D. Maria II, onde ao entrar me senti entrar num mundo de fantasia, no passado. A entrada, a escadaria, as portas dos elevadores, a exposição patente no 1º andar, o interior do teatro onde dos camarotes aos balcões, o gigantesco lustre no tecto, tudo era uma viagem ao passado. Os bilhetes eram para o 2º balcão, e foram os últimos disponíveis para o espectáculo de ontem, resultado de uma lembrança tardia para o programa da noite. O que foi uma pena, a visibilidade deixou muito a desejar, mas deu-se a volta ao assunto. E nem por isso deixei de adorar a ida ao teatro. O espectáculo foi muito bom, os actores estiveram muito bem e a Alexandra Lencastre e o Albano Jerónimo foram mesmo excelentes.

Às vezes por este ou aquele motivo deixo a opção de uma ida ao teatro de fora. Asneira, pois afinal os bilhetes não foram assim tão caros (€ 7,50), até os de plateia achei razoáveis no preço (€ 16,00), mesmo já não os conseguindo. Não é para ir todos os dias, mas com mais frequência. Que me sirva de lição, pois quero mesmo ir ao teatro mais vezes.

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publicado às 09:42

Ganhei aqui convites para o espectáculo "Mais Respeito Que Sou tua Mãe" no auditório do Casino do Estoril. O Joaquim Monchique está mesmo muito bem, não no seu melhor, mas muito bem. Muito divertido e bem disposto, gostei. Já há muito tempo que não ia ao teatro, e valeu muito a pena, ainda mais a custo zero. Obrigada pelo convite!

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publicado às 20:15


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