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O Juiz Neto de Moura proferiu hoje mais uma alarvidade sentença, que me custa a acreditar. Para não falar das anteriores. Mas será possível aquela criatura proferir estas sentenças, decisões ou coisa que o valha e nada lhe acontecer? Serei eu que estou errada? Não devo ser, pois se os casos chegam a notícia de abertura dos telejornais nacionais, é porque a coisa não é normal. Como é que em pleno século XXI, isto é possível e mais grave ainda a justiça permite que seja possível. O senhor deve sofrer de um (ou mais até) forte distúrbio, só pode. Aquilo é muito ressabiamento, muita frustação contida.

A quem manda neste País, por favor, faça alguma coisa. Não há de tardar e aquela vítima passa a ser a décima primeira a ser também vítima mortal, ao invés de apenas de agressões.

Vergonha da nossa justiça que não é mais do que injustiça.

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publicado às 21:40

Muito se falou e escreveu hoje na comunicação social sobre as mulheres que vivem esgotadas, sobrecarregadas com tarefas domésticas que acrescem a trabalhos onde são mal remuneradas em comparativamente aos homens, sobrecarregadas com a educação dos filhos que muitas vezes recai mais sobre elas do que sobre os pais, etc. Entretanto fui espreitar e li estes artigos: Público, Sapo, SIC Notícias.

Numa outra vida a minha realidade era parecida a esta, ainda assim parecida, não igual. E que difícil foi caramba. Felizmente nos dias que correm a verdade é que cá em casa ninguém ajuda, todos fazem. Provavelmente eu até sou, do casal, quem menos faz, pois sou quem passa mais horas fora de casa, a trabalhar. Somos três adultos (ia escrever dois e caiu-me a ficha que a minha filha já é adulta), um adolescente, dois gatos e um cão, logo há sempre muito que fazer. Dividido por todos, tudo se faz, não custa assim tanto e a casa está sempre mais ou menos aprumada. Quando é para limpar e arrumar mais à séria, escolhemos os dias em que estamos todos em casa, para se dividirem os afazeres. 

Os meus filhos foram habituados desde cedo a dar uma mãozinha nas tarefas mais básicas. Colocar e levantar a mesa, colocar loiça na máquina, alimentar os animais, colocar a roupa suja na tulha, etc. E as tarefas foram aumentando consoante cresceram. Durante os cinco anos que vivi sozinha com eles era preciosa a colaboração deles. Se é fácil? Não, não é. Muitas vezes reclamam, hoje em dia então fartam-se de dizer que os colegas deles não têm de fazer um terço do que eles fazem. Temos pena, eu não tenho empregada e os amigos deles se calhar têm. Não estou nem aí. A casa é de todos, logo todos trabalham. Por outro lado também reconhecem que é muito bom termos tempo livre nosso, para passear, ver filmes, para não fazer nada se assim nos apetecer. 

O meu marido já fazia de tudo antes de nós sequer namorarmos, já o conheci assim. E o que faz, faz com gosto, principalmente cozinhar, que cá em casa é tarefa quase exclusiva dele.

Gosto de saber que os meus filhos são educados desta maneira. Quero pensar que principalmente ele não vai ser uma criatura daquelas que só dá trabalho, que será participativo em tudo. Sei que se um dia for viver sozinho se desenrasca até nas refeições, porque já tem um gostinho por cozinhar e quer aprender sempre mais. Claro está que ainda têm muito que aprender.

Já não imagino a minha vida de outra forma. Se por um lado fico feliz de cá em casa ser assim, por outro tenho pena de ser uma excepção.

O meu avô, quando após o falecimento da minha avó, ficámos sozinhos, desenrascou-se em tudo. Claro que partilhavamos tarefas. Eu tinha quinze anos e ele não me lembro, mas hoje tenho 43 por isso foi há muito tempo. Por isso não me venham com a treta da idade, do são outros tempos. 

É para além de uma questão de educação, uma imposição que as mulheres devem fazer. Igualdade precisa-se. A eles, se não sabem aprendem.

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publicado às 21:56


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