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Que a tragédia aconteceu por ali. Um ano depois ainda há tanto por fazer, tantas vidas que tentam a cada dia reerguer-se do que ali aconteceu. Eu que não estive lá, que não fui afectada directamente, ainda hoje me custa a crer que aquilo aconteceu e como aconteceu. 

Continuo a perguntar-me, como naquela altura, como é que se sobrevive a tamanha desgraça? 

Vejo cada reportagem que assinala este ano passado com uma emotividade inconsciente, comovo-me com cada história, com cada relato. 

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 foto de Adriano Miranda no jornal Público.pt

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publicado às 13:53

... em matéria de incêndios, diz a Autoridade Nacional da Protecção Civil. E eu oiço estas palavras com profunda incredibilidade. Na minha cabeça ecoa incessantemente a questão "como é que é possível?", depois do horror que foram os incêndios deste verão. Numa noutra notícia oiço falar num relatório sobre a tragédia de Pedrogão Grande, e com profunda tristeza constato que as conclusões e os comentários acerca do mesmo, são absolutamente ridículas, para não dizer pior. Quatro meses passados aquelas gentes continuam a sobreviver ao invés de viver, em condições que são impensáveis para o comum mortal. Só quem lá está saberá dar o devido valor. Se em vez de andarem a brincar aos relatórios tivessem tomado medidas reais, se calhar o dia de hoje não seria tão trágico novamente. 

Enquanto escrevo este post, continuo a ver notícias e constato que houve um acidente gravíssimo na A25, há novamente centenas de veículos presos numa estrada rodeada de fogo. Que horror! 

A minha irmã bem perto da base aérea de Monte Real, teve de sair de casa, as chamas por ali estão descontroladas.

Que chova bastante e que este calor amaine rapidamente, a ver se se consegue deitar mão a isto e controlar mais esta tragédia.

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 Esta era a vista do quintal de casa da minha irmã ao final da tarde :(

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publicado às 22:00

E cada notícia a cada directo o meu coração aperta mais um bocadinho, a minha pele fica em modo pele de galinha, fico com os olhos marejados de lágrimas que teimam em querer sair. Que horror. Que ano terrível este. Quase há dois meses a arder consecutivamente, com mais ou menos intensidade, mas sempre a arder. Pessoas, casas, animais, palheiros, campos de cultivo, vidas inteiras que se esfumam, um sem fim de fogo que não pára. Hoje mais uma vez as imagens são aterradoras. Os meus pensamentos estão com aquelas pessoas e com o sofrimento por que passam e que ninguém, mas ninguém consegue dar o devido valor, só quem já passou por tal. 

Os noticiários abrem com as imagens que não se queriam ver, mas que são a realidade brutal do nosso País. Aldeias inteiras evacuadas a fugir ao fogo. E tantas aldeias que são defendidas pelos seus habitantes porque a ajuda dos bombeiros demora tempo demais a chegar. Não fossem os habitantes e as perdas seriam bem mais. Que ano terrível este.

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publicado às 21:25

Recebi um email com esta campanha e num ano tão terrível como está a ser este, no que toca a incêndios, achei importante divulgar. Todas as ajudas são poucas, espero é que os contributos cheguem ao destino certo. Quero crer que sim, a causa é nobre, e está directamente envolvida a Liga dos Bombeiros Portugueses.

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«Bombeiro dos pés à cabeça» é o nome do livro infantil lançado pelo Grupo Os Mosqueteiros, detentor em Portugal das insígnias Intermarché, Bricomarché e Roady. O livro resulta de uma parceria entre um dos maiores Grupos da distribuição nacional e a Liga dos Bombeiros Portugueses. O objetivo da campanha é sensibilizar e envolver os mais novos para a prevenção dos incêndios e em simultâneo ajudar a angariar fundos para a compra de equipamentos de proteção individual de combate a incêndios florestais para os bombeiros portugueses.

A mecânica da campanha é simples: entre 1 a 31 de agosto, com a compra de um exemplar da história da bombeira Rita, por 1,99 € os portugueses vão estar a contribuir esta nobre causa que toca todos a nós. A história agora lançada estará à venda nas 313 lojas do Intermarché, Bricomarché e Roady de norte a sul do país.

João Magalhães, administrador do Grupo Os Mosqueteiros explica como tudo surgiu: «Os Bombeiros são pilar fundamental no apoio às comunidades onde estamos inseridos e por isso são também uma causa muito próxima do Grupo Os Mosqueteiros. Este ano focámo-nos na temática da prevenção e da preservação da floresta, um tema que tem sido muito debatido, infelizmente não pelas melhores razões. Queremos de alguma forma contribuir para que haja uma mudança nas mentalidades e atitudes de quem usa a floresta e acreditamos que essa mudança deve começar, desde logo, nas novas gerações. Foi exatamente neste contexto e com a ajuda da Lara Xavier, autora do livro, da Raquel Santos, ilustradora e com o contributo fundamental da Isabel Silva no prefácio, que editámos “Bombeiro dos pés à cabeça”, uma história inspiradora que explica que todos nós podemos ter um papel ativo para evitar um incêndio e que por essa razão todos deveremos ter um pouco de bombeiro. Com este projeto pretendemos ainda fomentar a leitura, o imaginário das crianças e claro angariar o maior número de equipamentos de proteção individual de combate aos incêndios florestais e assim proporcionar melhores condições de trabalho a quem nos ajuda. No fundo dar um pouco de nós a quem dá a vida por nós.”

Jaime Carlos Marta Soares, Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, acrescenta: «Pelo quarto ano consecutivo o Grupo Os Mosqueteiros apoia os Bombeiros portugueses com uma campanha nacional que irá permitir a renovação de equipamentos de proteção individual de combate a incêndios florestais, um material essencial para a segurança dos nossos Bombeiros. A relação do Grupo com a Liga não é de agora. No passado foram entregues viaturas de combate a incêndios florestais e desde 2014 que o Grupo tem sido um aliado fundamental na renovação dos equipamentos tendo até ao momento entregue 1255 fatos completos. Saliento ainda a relação forte e direta que as lojas do Grupo Os Mosqueteiros mantêm, durante todo o ano, com as corporações das regiões onde as suas lojas estão implantadas, um apoio que se repercute na comunidade e que é transversal de norte a sul do país».

A campanha, agora lançada é realizada em parceria com a Liga dos Bombeiros Portugueses, conta com o apoio de Manuel Luís Goucha e Isabel Silva enquanto embaixadores e prefácio da apresentadora.

 

Recorde-se que o Grupo Os Mosqueteiros é um dos maiores grupos de Distribuição mundiais multi-insígnia que opera em quatro países europeus. O Grupo está em Portugal há mais de 25 anos e conta atualmente com 313 pontos de venda distribuídos por mais de 180 concelhos. O Grupo tem um modelo de gestão diferenciador, composto por 231 empresários independentes que são donos e responsáveis, na íntegra, pela gestão de cada ponto de venda. Em 2016 o volume de negócios do Grupo em Portugal foi de 2 mil milhões de euros.

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publicado às 20:17

Pouco mais de um mês depois os incêndios voltam a lavrar em grande força no centro do país. Mação, Sertã, Proença-a-Nova, Penacova, Coimbra, etc. O inferno desceu à terra mais uma vez. Acabei de ver nas notícias que mais uma vez, há aldeias inteiras evacuadas, mais uma vez já arderam casas, mais uma vez há pessoas que perdem tudo o que conseguiram numa vida inteira. Mais uma vez me questiono, como é que se sobrevive depois disto? 

Tenho uma grande amiga e a sua família na aldeia de Relva da Loiça, concelho de Proença-a-Nova, a viver este drama com as chamas à porta de casa. Tentam da forma que podem salvar os seus bens e animais. Tem sido uma aflição. As imagens que ela tem partilhado dos últimos três dias são aterradoras. E não há jeito de acalmar. Para ela e para todos desejo com todas as minhas forças que tudo corra pelo melhor. 

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 Fotos Anabela Delgado

 

Entretanto os nosso governantes, dirigentes e afins continuam a discutir o sexo do anjos sobre a imensa tragédia de Pedrogão Grande, num desrespeito inqualificável por quem tanto sofreu e tanto perdeu. E entretanto a ajuda financeira que todos se reuniram para angariar ainda não chegou a quem de direito. É triste. Valham os voluntários anónimos e todos os que trabalharam para ajudar no terreno quem tanto precisou, precisa e continuará a precisar nos tempos mais próximos.

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publicado às 23:16

... enfrentar a realidade dos dias com as suas rotinas de sempre, depois da tragédia do incêndio que começou por ser de Pedrogão Grande e que acabou por ser também de Góis e Pampilhosa da Serra e sei lá mais. Horrível.

Mesmo não sendo vista nem achada, porque a mim nada de mal me aconteceu, esta terrível tragédia perturbou-me. Senti, numa tristeza imensa, as dores daquela gente que perdeu tudo ou quase, dos familiares daquela gente que morreu num sofrimento imensurável, talvez só comparável ao de quem ficou sem os entes queridos. Foi-me difícil continuar a minha vida com as coisas de todos os dias, quando a vida daquelas aldeias e das suas gentes desabou. Não consigo esquecer as imagens do incêndio, os testemunhos sofridos de quem o viveu na primeira pessoa. Nunca mais nada será como antes. Não me sai da cabeça a pergunta "como é que se sobrevive depois de tamanha tragédia?". A vida continua é a ordem natural das coisas, bem sei.

Enoja-me o jornalismo de pasquim, e mais ainda o diz que disse, o é e não é, o jogo do empurra das autoridades competentes e dos governantes. Por outro lado é muito bom saber que não há povo como o português que se chega à frente quando é preciso ajudar os outros.

Pedrogão Grande ficará na minha memória, é impossível esquecer algo assim.

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publicado às 17:58

Acabei de ver as últimas notícias sobre este incêndio brutal em Pedrogão Grande. O número de vítimas não pára de aumentar, já estão contabilizados 57 mortos e 59 feridos, muitos dos quais em estado grave, casas completa ou parcialmente ardidas, estradas cortadas, um fogo com quatro frentes, completamente fora de controlo. Pessoas que ficaram presas dentro das suas viaturas a tentar fugir das chamas, é inimaginável o que hão de ter sofrido. Outras nas estradas a pé, outras nas suas casas, impotentes, o fogo chega e pufff, não há nada a fazer. Que horror! Se a mim, que estou cá longe e nada tenho a ver com este incêndio, isto me afecta, o que dizer daquelas pessoas que ali sofrem perdas imensuráveis. Como é que se sobrevive a uma situação destas? O que vai ser daquela gente? Sejam profissionais ou civis. As imagens são avassaladoras.

Ontem passámos o dia fora em passeio e estávamos completamente longe desta realidade, sem acesso a quaisquer informações. Só já tarde da noite soubemos o que se passava porque uma tia do meu marido, em cuidado connosco, ligou a saber se estava tudo bem e para termos cuidado no regresso. Nunca nos passou pela cabeça que a tragédia fosse desta dimensão. Na viagem de regresso passamos por vários carros de bombeiros que, entretanto, sabíamos que iam reforçar os meios no local. Já em casa vi as últimas notícias da noite, arrepiei-me até ao tutano, tal como agora, a ver as imagens da tragédia, quase em lágrimas perante a dimensão da mesma. 

Eu que passei o dia tão feliz com o calor imenso que se fazia sentir, 43 graus e eu como peixe na água (não sou normal, bem sei). Calor imenso esse que associado à trovoada deu origem ao incêndio. Sinto até alguma culpa por gostar tanto de calor. 

Bem hajam os Bombeiros deste país, homens de coragem que enfrentam as chamas neste incêndio brutal. Neste e em todos os outros. Bem hajam todos os profissionais envolvidos nesta tragédia, que trabalham para apoiar quem mais precisa. Que não lhes faltem as forças e a coragem. 

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Imagens Adriano Miranda no jornal Público.

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publicado às 10:49

Há-de ser o desespero. Não consigo imaginar nem de perto nem de longe a angústia daquelas gentes. Como é que é possível... ao que chega a maldade humana.

 

Como bem diz e mostra o semanário Expresso: "Fogo e desalento na Madeira". As imagens são de facto de arrepiar.

http://expresso.sapo.pt/fogo-e-desalento-na-madeira=f741198

 

E em Tavira já ardeu mais de um terço do concelho.

http://www.publico.pt/Local/fogos-ja-queimaram-um-terco-do-concelho-de-tavira-1555639

 

Vejo e revejo as imagens e não tenho palavras para descrever o que sinto ao ver e ouvir tamanha desgraça. 

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publicado às 20:13


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