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Comemora-se em Portugal no primeiro Domingo do mês de Maio, mas nem sempre assim foi. Inicialmente era no dia oito de Dezembro, dia da Imaculada Conceição.

Embora no mundo há muito se comemore este dia, a história leva-nos até à antiga Grécia ainda antes de Cristo. Em Portugal a história leva-nos até à década de 50 do século passado quando a Mocidade Portuguesa Feminina decidiu instituir o Dia da Mãe fixando-o a oito de Dezembro. 

Pelo aproveitamento comercial da data conduzia, porém, ainda antes de 1974, a Conferência Episcopal Portuguesa pediu à Mocidade Portuguesa Feminina que o Dia da Mãe fosse deslocado para outra data, a fim de permitir que o 8 de Dezembro ficasse exclusivamente ligado a Nossa Senhora, padroeira de Portugal, tendo o pedido sido aceite e num primeiro momento, marcado para o último domingo de Maio, uma vez que, na tradição católica, Maio é o mês de Maria, mãe de Jesus. Só depois e porque no último Domingo de Maio ocorrem a solenidade de Pentecostes ou da Ascenção, se fixou a data no primeiro Domingo de Maio no qual, pelo calendário litúrgico, não ocorre nenhuma festa de especial importância. E assim é até aos dias de hoje.

Ainda me lembro bem da minha avó dizer sempre que este dia é que devia continuar a ser a oito de Dezembro. 

Curiosidade: pelo mundo esta data é comemorada em diversas datas.

tabela_dia_da_mae3147c5d1_base.jpgimagem e mais desta história aqui

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publicado às 19:35

Dia da Mãe

03.05.15

dia_da_mae.jpg

Hoje é Dia da Mãe e este ano eu não sou filha, apenas mãe. Ou melhor, já não tenho a minha mãe. Bolas que isto custa um bocadinho, um "bocadão". Não consigo pensar nela sem me emocionar. É tudo tão recente... há dois meses atrás ela ainda cá estava. Não foi a melhor mãe do mundo, pelo contrário, não foi a melhor pessoa do mundo, tinha muitos defeitos, fez muitos disparates, muitas asneiras pela vida fora, mas foi a mãe que tive, a que me coube em sorte, a ela devo a minha vida. Para o bem e para o mal, era a minha mãe e amava-a incondicionalmente. Não foi ela que me criou, foram os meus avós e esses sim desempenharam o papel de pai e mãe brilhantemente, a eles devo a pessoa que sou hoje, mas isso nunca me fez gostar menos da mãe que tinha, ingenuidade da infância que continua vida fora. Muitas vezes, já adulta, desempenhei eu o papel de mãe da minha mãe, ajudando-a a resolver problemas com que se deparou na vida. Nada foi fácil, nunca, mas era a minha mãe.

Este ano sou apenas mãe, e espero, esforço-me todos os dias para ser para os meus filhos, aquilo que a minha mãe não foi para mim. É difícil esta tarefa, bem sei que falho muitas vezes, mas também sei que acerto muitas mais do que as que falho. Das vezes que falho o sentimento de culpa é imensurável, mas também me ensina a fazer mais e melhor na vez seguinte. A vida não me tem sido fácil e os meus filhos acabam por sentir isso mesmo também. Ser mãe de uma menina (hoje uma mulherzinha), com um Crouzon, surda severa/profunda e com necessidades educativas especiais, e de um menino hiperactivo, é por esta mãe à prova todos os dias. Percalços à parte, acho que sou uma boa mãe. Amo os meus filhos com todas as forças do meu ser. "Infinito vezes infinito", como na série da televisão. Este ano sou apenas mãe.

IMG_3873.JPG

 

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publicado às 09:05

Dia da Mãe

10.05.12

O dia da mãe não correu grandemente, pelo menos parte dele. Fui almoçar à minha mãe e tivemos uma discussão terrível. Saí porta fora, deixei lá os meninos e o Nuno. Lá voltei para os ir buscar e não nos falamos. A minha mãe tem muito a mania, quando infelizmente o dia da mãe para mim em relação a ela não faz sentido, pois ela nunca foi e não será nunca uma mãe na verdadeira acepção da palavra. Eu e a minha mãe toda a vida tivémos uma incompatibilidade que nos fez chocar, e só melhorou quando eu saí de casa, mas volta não volta a coisa complica-se, tanto ou tão pouco que já estivemos sem nos falar durante quase um ano. A culpa foi dela, e só voltei atrás quando ela reconheceu o erro. Mas adiante que águas passadas não movem moinhos.

 

Da parte boa do dia, logo de manhã os meninos ofereceram-me uma flor, juntamente com as prendinhas feitas na escola. Isso soube-me bem.
O Manuel não me trouxe a prenda do ATL porque é um cabeça de vento, e ficou triste com isso. Lá lhe disse que não fazia mal, que entregava depois na segunda, e assim foi. Valeu a pena a espera, o porta-chaves está lindo (mãe babada) e eu diga-se de passagem fiquei bastante favorecida no desenho, estou gira que sei lá. A caixinha da Bárbara tinha uns bombons lá dentro, que eu muito comportadinha ainda não comi. Falta ainda um porta-chaves (outro, este meu filho é um espectáculo, original...) que é um pompom azul, que por razões de logística não consigo agora fotografar.

 

 

 

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publicado às 22:12

Este Sábado em Alta Definição esteve a Helena Sacadura Cabral, numa entrevista dada dias antes da morte do seu filho Miguel e transmitida na véspera do Dia da Mãe. Ele há coisas que me tocam, poucas é verdade mas há, e esta entrevista foi uma delas.

O programa por ser um especial Dia da Mãe, que para mim é sempre um dia tão difícil, não como mãe, mas como filha...

A Helena por tudo, pela grande mulher que ela demonstra ter sido toda uma vida e ainda é, pela sua história e forma de estar na vida, pela mãe que é, e como achei incrível descobrir que aquela mulher já tem 77 anos. Fiquei com uma vontade imensa de a conhecer, há-de ser um privilégio conhecer alguém assim.

E como não poderia deixar de ser, mais uma vez, nota 20 para o Daniel Oliveira e o seu trabalho, a sua forma de falar entrevistando mais esta convidada.

 

 
Em jeito de curiosidade fica a nota que quando fui à Feira do Livro, na tarde de Sábado, a Helena lá estava a autografar os seus livros, embora com um ar pesaroso (não consigo sequer imaginar a dor que não há-de sentir uma mãe com a morte de um filho) ainda assim, acessível ao público e com simpatia.   

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publicado às 13:48


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