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Tanto para fazer

14.01.14

Neste novo ano gostava de fazer umas quantas coisas e mudar outras tantas na minha vida.

Aprender, quero muito aprender, acredito muito que o saber não ocupa lugar. Quero aprender língua gestual, para além de me fascinar imenso, com uma filha surda progressiva, embora implantada, faz todo o sentido. Quero aprender fotografia, seja num qualquer curso ou workshop, hoje em dia tão na moda. Quero aprender costura. Tanta coisa tão gira que se pode fazer, de uma simples almofada a uma capa para um livro.

Quero dedicar-me a esta coisa do DIY que iniciei com os presentes de Natal. Quem diria que até consigo. Gostava muito de arranjar outro trabalho, ou melhor trabalhar para mim, ter tempo para ter tempo, para o trabalho, para os filhos.

Quero fotografar muito mais e por tudo e por nada, fazer disso um hobby à séria. E depois publicar o resultado esse hobby só porque sim, seja num qualquer Instagram, Pintrest ou Sapo Fotos, ou quiçá fazer um blog de fotografia.

Quero fazer mais exercício, seja andar de bicicleta, que adoro, seja correr. Deixar-me de desculpas ora porque está frio, ora porque chove, ora porque às vezes não apetece assim tanto. Encher-me de coragem e agir mais vezes, sempre que o faço sinto-me tão bem. Faz bem a tudo, ao corpo e à alma.

Também quero voltar às aulas de hidroginástica, como eu adorava aquilo, mas outros valores se levantaram e tive mesmo de deixar.

Quero muito fazer voluntariado, não podendo ser internacional, pelo menos por cá. O primeiro passo já dei, já fui saber como é e o que é preciso.

Quero blogar muito mais também, coisa que não faço muitas vezes vencida pelo cansaço ou pela falta de vontade consoantes as circunstâncias que vou passando no dia-a-dia. Outras tão somente deixo-me vencer pela procrastinação que tanto abomino e nada tem a ver comigo.

Blogar por tudo e por nada seja qual for o assunto, tantas vezes que penso neste ou naquele tema e depois não publico nada.

Quero ler muito, que ando feita preguiçosa com um hábito que adoro.

E tanto mais, haja vontade!

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publicado às 21:33

Li este texto no blog "Este blog precisa de um nome", que leio todos os dias.

O que eu me identico com este texto... tão verdade.

 

“Vida
Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.
Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!
Viva!!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é muito para ser insignificante.”

Augusto Branco

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publicado às 21:09

Nos últimos dias tudo colapsou. Senti-me atingida por um tsunami. Fiquei sem saber o que fazer, o que pensar, o que sentir. Horrível. A minha intuição dizia-me que se passava algo, e eu fazia de conta que não (já diz o ditado que "mais cego é quem não quer ver"), as coisas tomaram proporções que nunca me passaram pela cabeça. Uma coisa é ter uma pulga atrás outra é ter a confirmação dos factos. Tantas aflições... Primeiro eu e os meus filhos, aquilo não era vida. Achava eu que ia ser tão diferente, sinto-me tão injustiçada... ficou o desencanto, o desamor, a desilusão. Bem sei que o tempo cura tudo e que nada acontece por acaso. Ainda não sei o que o futuro me reserva, aguardo pela bonança.

Agora que o stress, a adrenalina e o espírito estão a acalmar, acho que estou bem. Não está a ser fácil e não vai ser fácil, mas como alguém me disse "a vida faz-se caminhando". Nada como Começar de novo. Tem-me valido o apoio incondicional dos poucos amigos a quem já tive coragem de contar o que se passou. Os amigos são de facto a família que nós escolhemos.

Tenho tido dores de estômago que devem ser dos nervos (ou então só a minha bactéria de estimação, que por lá vive há uns anos, a dizer olá), ando com um cansaço tremendo, dou por mim a adormecer no sofá relativamente cedo, completamente vencida e depois acordo a meio da noite e fico que tempos acordada e quando acordo de manhã tenho um sono imenso, custa-me horrores levantar. Uma porcaria, detesto acordar e sentir-me assim. Hei-de sobreviver.

Por outro lado, no meio desta revolução, tenho mimado muito os meninos, os nossos fins de dia e manhãs são de namoro pegado. Sinto-me tão bem com isso. Como muito bem me descreveu hoje a minha querida V. "Namorar os nossos filhos é o melhor que há!!!! Não há nada que se lhe compare. É o amor mais puro e mais necessário e faz-lhes um bem tremendo, e ao seu crescimento. Eles precisam muito disso certamente e tu também. Faz bem a todos. Não tenhas medo de dar mimos a mais e de pedir também. Os nossos filhos amam-nos acima de qualquer coisa e dão-nos forças para suportar tudo. É o melhor da vida." E era algo que eu andava a descurar (falha minha, pela qual me penalizo e muito) pois até a confusão rebentar eu já não andava bem e eles foram os mais prejudicados. O próximo fim-de-semana vai ser o primeiro a três em muito tempo, quero tirar o máximo partido possível disso. Vamos ver um concerto com a Orquestra Gulbenkian lá no CCB (eles adoram e eu também), se não chover iremos andar de bicicleta, há tpc's para fazer, temos filmes novos para ver, tudo com muito namoro a três, pelo meio, deste amor tão bom de filhos.

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publicado às 21:47

Smile

05.11.13

Alguém me deixou esta música para "Dar um "sorriso" à vida, mesmo que chova por dentro". Muito obrigada, foi isso mesmo que senti. Esta música é linda, até me emocionei a ouvi-la, não resisto em partilhar.

 

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publicado às 22:34

Ou nesta fase da minha vida go my own way, é tudo o que quero.

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publicado às 16:38

Dia de finados

03.11.13

Ontem não foi um dia fácil. Sonhei com o meu avô e senti ainda mais a falta que faz na minha vida todos os dias. E lembrei-me de que não vou perdoar nunca o que a minha mãe fez às cinzas dele (motivo que me fez não lhe falar durante quase um ano). Ontem fui com a minha sogra ao cemitério colocar flores e rezar na campa do meu sogro. Nunca tive o culto dos mortos e do cemitério, para mim as pessoas são cremadas, mas vou com ela sempre me pede. Ontem pensei quantas voltas não terá já o senhor dado no túmulo, com os últimos acontecimentos cá em casa. O cemitério de Oeiras que está sempre muito arranjadinho, ontem estava particularmente bonito, havia imensas flores em quase todas as campas, havia imensa gente a rezar pelos seus mortos. Nunca tinha ido ao cemitério em dia de finados, nunca tinha visto nada assim, aquilo mexeu comigo. 

Ontem não foi um dia fácil. Senti-me invadida por uma tristeza imensa, não sei se por não ter os meninos comigo, esta minha nova realidade custou-me muito mais. A desilusão, o desencanto, a frustação por me ter deixado enganar desta maneira, por ter apostado numa nova vida e ter perdido, custa muito. Dei tudo de mim e em troca nada, só uma farsa. Ontem não foi um dia fácil, chorei muito, diz que ajuda a lavar a alma. Desmarquei um jantar com uns amigos, quis ficar só comigo mesma e com os meus pensamentos. Nem a televisão liguei, aliás não a ligo há cinco dias. Espero que hoje seja um dia melhor. Bem sei que tristezas não pagam dívidas e para a frente é que é o caminho, por isso bola para a frente.

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publicado às 10:05

Que dia

29.10.13

O dia de hoje parece que não acaba nunca. Quero tanto, tanto chegar a casa, tratar das criaturas pequenas e sossegar no meu canto.

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publicado às 18:45

É mesmo isto

24.10.13

 

(foto https://www.facebook.com/pages/%C3%80s-9-no-meu-blogue/448283748572860)

 

Diz o ditado que na vida só a morte não tem solução. A realidade agora parece bem longe disto, mas sei que é verdade. Sinto-me como que num túnel imenso, sem a luz ao fundo, mas eu chego lá. Ah se chego!

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publicado às 21:22

E agora!?

21.10.13

A vida de facto não me tem sido nada fácil, muito pelo contrário. E mais uma vez, lá vou eu, mais uma volta, mais uma viagem... Eu já devia saber melhor.

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publicado às 23:52

"Desistir"

28.02.13

"UMA ÚNICA VIDA É POUCO. O rosto é demasiado rápido a mudar nas fotografias. As crianças imaginam tantas coisas acerca do mundo e, mais tarde, percebem que não conseguiram imaginar aquilo que era mais importante.

...

Uma única vida é pouco. Para se fazer aquilo que se sabe, que se pode, que se quer e se deve fazer é preciso deixar muitas outras coisas para trás. ...Quando os números deixam de ser números. Trinta, quarenta, cinquenta anos. As gerações sucedem-se. ...Os nossos avós mortos, nós, os nossos filhos, os nossos netos. E, se existir um horizonte, podemos olhá-lo e perceber finalmente que levamos o tempo dentro de nós.

 

in "Abraço", José Luís Peixoto

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publicado às 22:00


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