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Assim foi 2016

31.12.16

Trabalhei muito mais que quarenta horas por semana (10 a 12 horas por dia a maioria dos dias), nem gozei metade das minhas férias que transitam para 2017 (e não vejo perspectiva de quando as irei gozar). 

Apanhei um susto horrível na preparação para uma ressonância magnética que a Bárbara tinha marcada (estupidez e negligência). 

Morreu o avô dos meus filhos.

Fui ao Porto, cidade linda, e subi o Douro de cruzeiro até à Régua. Soube a pouco, tenho de subir Régua - Pinhão.

Tive o afilhado do meu marido (carinhosamente chamado de adoptivo) a viver connosco durante quase três meses. Menino mimado e sem noção do que custa a vida, a aprender isso mesmo. 

Terminei uma formação em Língua Gestual Portuguesa e vi cancelado o curso mais a sério, que ia me ia dar certificação. Lá terá de ficar para o ano que vai entrar.

Fui ao teatro ver a D. Esperança do talentoso César Mourão. Valeu cada cêntimo.

Vi a selecção ser campeã da Europa e comemorei pelo futebol a primeira vez na vida.

Comemorei sem festa, os meus 41 anos. Foi muito bom, era o que mais precisava.

Fui às Festas do Mar ver um concerto da Mariza, foi absolutamente maravilhoso, que fadista, que mulher incrível. 

Levei a Bárbara a um concerto do David Carreira, experiência que ela não vai esquecer, fiz dela a menina mais feliz durante umas horas. Este Natal emocionou-se e agarrou-se a mim, quando lhe ofereci o DVD do concerto dele no Campo Pequeno. É mega fã do David.

Mudei a minha filha para o ensino profissional, e embora seja duro, foi a melhor decisão que podia ter tomado, só pecou por tardia. Depois de um ano lectivo anterior frustrante, agora tem notas brilhantes.

Fui à Serra da Estrela e os meus filhos viram neve ao vivo e a cores pela primeira vez na vida. E brincamos tanto e rimos tão mais ainda. A cereja no topo do bolo foi termos levado a avó deles connosco. Pena ter sido uma viagem relâmpago. 

Fui à apresentação de um livro e para além de um autógrafo lindo pude trocar umas palavras com a autora, que me inspira todos os dias um bocadinho.

Fotografei pouco. Li menos ainda.

Devia ter escrito mais no blog, mas fui muitas vezes vencida pelo cansaço e pela preguiça (sou fraquinha, bem sei).

Mais um ano que estive pouco com as pessoas de que mais gosto, consequência do cansaço de muitas horas de trabalho juntamente com os horários loucos do marido. Conjugar isto é dose.

Assisti impotente e de coração apertado às imensas tragédias que vão por esse mundo fora. #prayfortheworld

Foi o ano que nos levou tantos artistas queridos. Custaram-me particularmente o Nicolau Breyner e o George Michael. 

Venha de lá esse novo ano! Seja bem vindo 2017 e que seja melhor, muito melhor que este que agora termina. 

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publicado às 18:54

Pelo menos de que tenho memória na minha vida adulta, claro está, porque quando somos crianças não há preocupações com o Natal. Tal como escrevi aqui, oito dias antes não tinha nada preparado nem nada que se parecesse e não me stressei com isso. E foi tudo tão melhor. Não fiz a árvore, e bem dita a hora que assim decidi, não andei que nem louca na corrida dos presentes, apenas fui às compras no fim-de-semana anterior e na véspera de Natal e foi tão mais fácil. Ainda tive tempo para embrulhos e tudo mais. Para além da consoada de dia 24, fiz uma consoada antecipada em minha casa a 23, para poder estar com as minhas duas irmãs ao mesmo tempo. A noite de 24 foi em casa da minha irmã P. numa consoada em família a sério, algo que já não fazia há muitos anos. Há pelo menos dez que não saía de casa neste dia. Tive oportunidade de rever a mãe dela, que conheci quando era miúda e as minhas irmãs ainda não existiam. Foi bom. Apenas dei presentes que considerei especiais para as pessoas a quem se destinavam. Fiz felizes pessoas que me são importantes. Foi muito bom. Também fiquei muito feliz com os meus presentes, poucos mas muito bons.

O menos bom foi a falta que senti das visitas que tinha por hábito fazer a quem já não está connosco. E o pai dos meus filhos não fazer um esforço para os ver na véspera de Natal, eu sempre fiz o possível e quase o impossível para que ele os visse neste dia. Constatei mais um bocadinho a pouca importância que eles têm para ele. Aquilo custou-me, assim como ouvir os comentários que eles fizeram do pai e que eu não pude nem quis contrariar, não é justo.

Assim até já gosto um bocadinho mais do Natal.

 

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publicado às 22:25

Que ano fatídico este no que concerne a artistas. Se calhar já chegava, não??? 2016 leva-nos  (me) também o George Michael, estou ainda incrédula com a notícia. Era um dos meus imensos guilty pleasures, sendo que gostei mais da sua carreira a solo, mesmo tendo gostado e ouvido muito os Wham!, tal como muitas das adolescentes (como eu) dos anos 80. O destino tem ironias do caraças, a minha música de Natal de todos os tempos era o Last Christmas e o George morre no dia de Natal, caramba! Confesso que vou demorar algum a digerir esta trágica notícia. Porra, morreu o George Michael...

Deixo a recordação de "Jesus to a Child" do álbum a solo Older, que tenho e já ouvi até à exaustão e continuo a ouvir frequentemente. 

 E este "Careless Whisper", que é para mim intemporal.

 

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publicado às 23:39

Falta uma semana para a consoada e eu sem vontadinha nenhuma. Nada de novo, portanto, só que este ano está pior que nunca. Não fiz árvore e não vou fazer, o presépio já cá está porque está o ano inteiro, tem apenas as três figuras principais e faz parte da decoração da sala. Também tenho anjos, alguns até, e é igual. Comprei hoje os primeiros presentes, quatro apenas, e nem metade são. Amanhã lá vou eu outra vez. Nunca tinha deixado os presentes para tão tarde e não estou nada preocupada com isso. Faltam oito dias para o Natal, mais um ano muito difícil a chegar ao fim. 

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publicado às 21:25

Ontem fui à Fnac Chiado ao lançamento do livro da Sofia Castro Fernandes, "às nove no MEU LIVRO", baseado no seu blog que sigo há anos, ainda tinha o fundo amarelinho quando comecei a segui-lo, pela altura no nascimento do seu Martim-amor-sem-fim. Quando soube que ia sair o livro fiquei super entusiasmada, depois andei em cima do acontecimento para saber a data de lançamento e fiz questão de ir e ter o meu livro autografado. A Isabel Saldanha que fez a apresentação do livro, fê-lo de uma forma fantástica, falou do livro tal como ele é, tal como o blog. Outra coisa que gostei muito foi a atenção que no final da apresentação a Sofia deu a cada pessoa enquanto autugrafou cada livro. Sem pressa, de forma muito pessoal, num abraço sentido e conversando um bocadinho com cada um. Não fez daquilo uma obrigação, nem de empreitada, como já vi noutras sessões de autógrafos.

A Sofia é mesmo uma inspiração, e como ela diz, não é mesmo nada fácil viver a vida da forma mais simples. Os seres humanos, particularmente as mulheres, têm um complicómetro permanentemente ligado, eu não fujo à regra. Adorava conseguir descomplicar mais em muitas mais situações, seria tão mais fácil levar a vida adiante. Mas é difícil descomplicar, a própria Sofia reconhece isso. Mas o importante é mesmo ser feliz, tarefa que dá trabalho, muito trabalho, mas tão compensador. Saber apreciar as mais pequenas coisas da vida é o mais importante, mas que tantas vezes passamos para segundo plano, na loucura dos nossos dias.

O livro está lindo, os textos foram muito bem escolhidos (como seria de esperar), é a cara da autora sem dúvida. Uma excelente prenda de natal.

A Sofia para além do seu às nove no meu blog tem também o blog the sunny side of life, que também sigo e desde o ínicio, adoro.

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publicado às 08:40

Do que mais gosto nesta casa, se não o que mais gosto mesmo, é da fabulosa vista que tem. E ainda por cima as janelas são bem grandes. Não me canso de olhar lá para fora, sendo a primeira coisa que faço quando me levanto e a última quando me deito. Dou por mim a contemplar cada pôr-do-sol como se fosse a primeira vez que o vejo, assim como os primeiros raios de sol da manhã e as cores que me entram casa dentro. Quando S. Pedro não nos brinda com dias de sol à vista continua lá também, claro está, eu é que não gosto particularmente do cinzento dos dias que refletem no rio e na minha disposição. Faz toda a diferença, acho mesmo que sou movida e vivo a energia solar.

Gosto do efeito espelhado no rio nos dias de verão e não gosto do rio revolto em dias de tempestade, ou a anunciar que o mau tempo se aproxima. Gosto de ver os navios entrar, admiro-lhes a imensidão, sejam de cruzeiro ou não. 

Reconheço que é um privilégio à vista da janela cá de casa, privilégio esse que me sai do pelo todos os meses (não há almoços grátis para ninguém, já dizia o outro), mas ainda assim um privilégio, que não me vou cansar de aproveitar.

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publicado às 19:58

Ontem aproveitei, quando fui levar o marido ao trabalho (que fica num centro comercial), para ir com a Bárbara cortar o cabelo. Estava enorme, já quase parecia promessa. Não é coisa que ela goste particularmente e eu também não. Primeiro porque é uma actividade que a obriga a "desligar-se" do mundo, e depois porque outras pessoas que não nós, que não sabem o podem não ter o devido cuidado, a mexer-lhe na cabeça é quase dramático. Desligada do mundo é igual a ficar super insegura como consequência. Acabo por ter de "expor" as suas fragilidades, ela não gosta e eu também não, mas aqui tem mesmo de ser. Ela não quer e eu também não a deixaria ir sozinha (mãe galinha bem sei).

Ida ao cabeleireiro é algo que deixamos sempre até não dar mais, chego a ser eu a cortar-lhe o cabelo quando é só para tirar um bocadinho e se não estiver muito grande. Não era o caso.

Lá fomos, correu tudo bem, a cabeleireira foi atenciosa sem ser bisbilhoteira, e a Bárbara ficou gira, gira. Achava eu que ela queria cortar um bom bocado, quando sou surpreendida pelo pedido dela para cortar um bocadinho baixo dos ombros, imenso portanto. Miúda corajosa, eu não o teria feito, aliás tive pena, adoro cabelos compridos.

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publicado às 14:12


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