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Rescaldo de 2015

31.12.15

Foi um ano particularmente difícil, tanto pessoal como profissionalmente. Foi um ano que passou a correr, são todos bem sei, mas este foi pior. Parece que vi a vida acontecer e passar-me ao lado, tantos e tão intensos foram os momentos que mais marcaram, senti-me quase uma espectadora da minha própria vida, e aconteceu tudo muito depressa, as horas dos meus dias não chegaram nunca para tanto e tudo o que tive para fazer. Para já melhorou um pouco esta sensação de falta de tempo. 

O primeiro trimestre do ano foi marcado pelo agravamento da doença da minha mãe e consequentemente a sua partida. Foram momentos muito difíceis, particularmente a noite que passei com ela no hospital, naquelas que foram as suas últimas horas de vida. Por cem anos que viva nunca irei esquecer o drama de ver alguém morrer aos poucos num sofrimento atroz.

Logo de seguida, não pára não respira, um desafio profissional que me consumiu todas as horas úteis dos meus dias. Começávamos às nove e meia e dias houve que saímos já depois ou perto da meia noite, outros às nove, dez ou onze. Foram muitos meses de muito trabalho, férias desmarcadas e até por gozar ainda. Tudo isto com reflexo no comportamento e no aproveitamento escolar dos miúdos. Por maior que fosse o esforço ou sacrifício, tenho noção que não consegui chegar a tudo. A terminar ainda no campo profissional, descobri que a falsidade está sempre à espreita e os mais próximos são os piores. A mentira e a hipocrisia, o cinismo, são terríveis de ultrapassar até se resolverem todos os problemas daí inerentes.

Foi o ano em que não estive com as pessoas que me são queridas, irmãs e amigos, as vezes que desejaria. A falta de tempo e o cansaço dominaram com tantas horas de trabalho diário.

Foi o ano em que a minha filha fez quinze anos, e que isso me perturbou ainda mais que eu fazer quarenta uns dias depois. Caramba, está quase uma mulher. 

Foi o ano em que comecei a usar óculos, lá está a idade não perdoa, e os quarenta já cá estão.

Foi o ano em que finalmente consegui fazer uma formação em Língua Gestual Portuguesa. Foi um curso de iniciação, ainda falta uma aula e tenho a certeza que quero continuar a aprender, LGP e não só. Investir em mim e na minha formação. 

Ainda não foi o ano em que consegui fazer uma viagem das que mais quero fazer na vida. Subir o Douro de barco até à Régua e descer de comboio, ir a Paris, na loucura ir ao Brasil. Uma coisa de cada vez, neste ano que vai entrar uma hei-de fazer. Querer é poder. Possamos nós em família ter mais do que uma semana apenas, de férias em conjunto. 

Foi um ano que passa e que não me deixa muitas saudades, para não dizer nenhumas. Com algum receio digo, venha o próximo, que será bissexto, que por norma são anos difíceis para mim. 

 

Seja como for, venha o que vier, 2016 se prepara, eu vou lhe usar! (como diria o personagem da novela)

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publicado às 22:35

Se já normalmente não tenho "aquele" espírito natalício este ano tive ainda menos. E incomodou-me a loucura que via à minha volta por causa desse dito espírito, e que a mim me pareceu ter começado cedo demais, tardei a interiorizar que o Natal estava a chegar quer eu gostasse ou não. Quase até ao início da semana, parecia-me sempre que ainda faltava imenso tempo. Os dois primeiros jantares de Natal que tive, senti-os tudo menos de Natal. Tolice? Talvez.

Comprei as prendas em três idas distintas às compras, onde levei objectivos definidos e não me perdi em excessos desnecessários. Rendi-me à Ale Hop onde comprei a maioria das prendas, todas úteis, engraçadas e em conta, com a vantagem de haver uma loja de rua em Belém, pertinho do meu trabalho e sem a confusão dos centros comerciais, o chamado dois em um. Também comprei livros para ajudar a criançada a combater o stress, na nova moda das mandalas para colorir.

Onde também evitei os excessos foi na comidinha e nos doces, tivemos de tudo, mas em pouca quantidade, o resultado é zero desperdício. O jantar foi da véspera foi roupa velha e no dia fizemos um rolo de carne recheado com castanhas, maravilhoso. Como não houve excessos, no sábado numa ida ao supermercado até reforcei as filhós e os coscorões que são a minha maior perdição. 

Este ano a véspera de Natal foi passada a dois, os meninos foram para o pai e eu fiz questão de ficar em casa sossegada. Custou-me não ter os miúdos e ao mesmo tempo ser o primeiro ano em que a minha já não está entre nós. É assim a vida, dá voltas e dá-nos a volta com mais ou menos adversidades. Ao final da noite os meninos vieram dormir a casa, sinónimo de coração cheio, mas já era bem tarde, por isso as prendas ficaram para a manhã de 25. O dia e o resto do fim-de-semana foram passados entre filmes e jogos, de matinha no sofá enroscadinhos entre nós, num mimo muito bom. Foi provavelmente o meu Natal mais tranquilo dos últimos anos.  

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publicado às 14:10


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