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Adoro esta música. Faz parte da banda sonora do filme de que tanto se fala por estes dias, que por sinal é fantástica. Não vi o filme, mas adoro esta banda sonora.

 

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publicado às 12:18

Se 2014 para mim acabou da melhor forma, já do início de 2015 não posso dizer a mesma coisa. Em resumo: avô do marido hospitalizado em estado bastante grave logo na primeira quinzena do ano, acabou por falecer faz hoje quinze dias. A minha mãe esteve dois dias no hospital também, depois de ir dar com ela sem eira nem beira, que é como quem diz, sem noção de espaço e tempo e sem conseguir dizer uma frase completa que fosse ou de manter qualquer raciocínio. Já antes disto tinha caído três vezes em casa. Asneirada da grossa sem cabeça nem vontade para se tratar, está como quer e quem se lixa é o mexilhão, eu portanto. Ontem foi hospitalizada de novo, caiu em casa, não se conseguiu levantar, ligou para os bombeiros que tiveram de abrir a porta por fora, que ela a mim só me avisou já ao final do dia. A base e as baterias do implante coclear da Bárbara deixaram de funcionar devido a um pico de corrente, o estrago foi de oitenta e cinco euros só a base a bateria serão mais duzentos. Ontem foi a prótese retro auricular que precisou de um tubinho novo. Incha. Hoje o Manuel caiu na escola, magoou-se forte e feio, quase perdeu a consciência, hospital com ele e já lá vómitos, tonturas e quase que desmaiava de novo. Felizmente nada de grave só mesmo o susto.

Pelo meio tive o episódio do Gato Afonso e chatices com fartura no trabalho. Tudo de bom portanto. Sinto-me a ponto de cortar os pulsos... 

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publicado às 20:38

Sem grande surpresa, infelizmente o pior aconteceu. O gato Afonso não resistiu a esta maldita situação que enfrentou, esta insuficiência renal crónica e já muito avançada de que padecia. Coitadinho do gato Afonso... o que ele não há-de ter sofrido sem dar parte fraca, sem dar a entender que estava muito doente.

Tinha chegado ao trabalho há pouco tempo quando o meu marido me telefonou a dar a notícia, Tinham ligado para ele do Hospital do Gato a dizer que o Afonso tinha passado a noite mas que não aguentou e pela manhã resolveu partir. Hoje seria o dia da decisão conforme novas análises, já que as de quarta tinham o valor da creatinina ainda pior do que as de domingo. Parece ele que antecipou o que eu não queria decidir. Ontem há hora de almoço quando o fui ver estava até estável, embora incomodado de ali estar e muito aborrecido comigo, zangado até. Tipo - "deixaste-me aqui, amuei". Há noite fomos os quatro ver o Afonso e ainda bem, assim os meninos puderam vê-lo uma última vez. Ele estava muito mais murcho, mais aborrecido e tentou constantemente ficar deitado dentro da box sossegadinho. Já não olhava quando o chamávamos, estava mesmo "nhó".

Resta-me o consolo de saber que enquanto esteve connosco teve uma boa vida, foi adoptado quando ninguém o queria adoptar. Raio do preconceito, só eu mesmo para adoptar um gato sem um olho (o gato zarolho, como lhe chamei carinhosamente). Foi mimado, foi amado, ainda nos deu umas ralações valentes quando caiu da janela e andou desaparecido durante uma semana, quando teve de fazer uma cirurgia por causa do olho que não tinha. Foi o meu primeiro gato, eu que nem sequer me considerava uma pessoa de gatos, toda a vida tive cães. Conquistou-me, arrebatou-me literalmente. Chegou, viu e venceu. O que eu gosto deste gato (ainda não digo gostava, porque ainda gosto), não tem explicação. Era o meu gatocão, que pedia festas, atenção e mimo e de independente tinha muito pouco. Ele quase falava connosco, quando queria comida, água ou que lhe trocasse a areia. Vinha ter comigo quando chamava: "Afonso, vem cá" e ele vinha, qual cão, gatocão. Esperava que eu saísse do banho, esperava-me à porta quando era hora de eu chegar a casa, dormia connosco todas as noites, andava atrás de mim pela casa enquanto me despachava de manhã ou a outra hora qualquer só porque sim. Delirava quando ouvia o som das saquetas dos snacks que lhe dava em jeito de miminho. Tinha uma paciência infinita para o Manuel que fazia dele gato sapato, adorava fazer companhia à Bárbara enquanto ela estudava. Recordações boas não faltam, e são essas que têm de ficar na minha, na nossa lembrança. Adeus gato Afonso.

Gato Afosno.jpg

IMG_0157.JPG

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publicado às 21:37

O gato Afonso continua internado e não se espera grande evolução infelizmente. A esperança é a última que morre, diz o ditado, mas está difícil pensar assim depois da ecografia de ontem. A somar a uma insuficiência renal crónica muito grave, a médica viu que tem também cálculos nos rins, estes com muito pouca definição já, bastante alterados e a trabalhar quase nada. O conforto possível que ainda vai tendo é à base de soro, medicação injectável e aquecimento. Portanto, fora do hospital, não exequível. Se na segunda feira ainda fiquei a achar que ele voltava para casa, ontem fiquei a pensar que se calhar já não será assim. Ainda assim a esperança é de que durante o dia de hoje haja alguma evolução e que os resultados as análises de mais logo, ao final do dia, sejam melhores.

No meio de tudo isto, continua um doce, não tira uma unha de fora não se mexe, deixa fazer tudinho, sempre meloso ainda por cima. Na ecografia miou quando a médica lhe tocou lá num ponto mais sensível e a coisa doeu. No final estava cansadíssimo, enquanto esperávamos que a veterinária viesse falar connosco acabou por adormecer feito bolinha como tanto gosta e já nem deu conta da nossa presença.

gato afonso hosp.jpg 

O Hospital do Gato ontem ao fim do dia estava a o rubro, tanto gato a entrar e a sair, as veterinárias não tinham mãos a medir. A eco do Afonso estava inicialmente marcada para as 17h00, só ia o meu marido que eu só podia a partir das 19h30 e prontamente me sugeriram a alteração do horário, para mim foi perfeito. Depois estivemos foi imenso tempo à espera para falar com a veterinária, que se desfez em desculpas pela demosra. Único ponto negativo a apontar ao excelente trabalho da equipa do Hospital do Gato, faltou ali mesmo um pouco de organização. Saímos de lá tardíssimo a ainda tinhamos as crianças na avó à espera para jantar.

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publicado às 08:32

Gato Afonso

09.02.15

Depois de passar o fim-de-semana um bocado mais meloso do que o habitual e a miar bastante mais também, ontem ao final do dia lá me deu finalmente a perceber que não estava bem. Que ele às vezes quer mais atenção, eu não estranho, afinal este gato é um “gatocão”, pois de independente tem muito pouco, gosta mesmo é de atenção e mimo. Não raras vezes anda pela casa atrás de nós a chamar a atenção. Miar muito quando tem pouca comida ou águas nas tacinhas dele ou quando a areia já não lhe agrada também é frequente.

Comportamentos que estranhei: um cocó fora do caixote (nunca tal tinha acontecido em todos estes anos que está comigo), de noite deitou-se dentro da cama em vez de ficar aos pés como sempre), mas comecei de facto a achar que aquilo ontem era demais e quando vi que ele tinha dificuldade em andar e se desequilibrava ao mínimo toque. Os meninos que tinham passado o fim-de-semana no pai, quando o viram disseram logo - “Oh mãe, o Afonso está a andar esquisito”. Fiquei bastante assustada. Só me lembrava da Violeta, embora não fossem os mesmos sintomas. Quando fui buscar o marido ao trabalho, fomos de seguida ao Hospital do Gato que mais uma vez tão bem nos atendeu, ou melhor ao Afonso.

Às primeiras palavras da médica só consegui reter “muito grave”, “idade” e “insuficiência renal”. O prognóstico não podia ser pior, muito reservado. Estava desidratado, magro, com a temperatura muito abaixo do que é suposto. Coitadinho do gato Afonso. E eu que não dei por nada mais cedo. Mais uma vez diz a veterinária que é mesmo assim, que os gatos são mestres na arte de disfarçar quando estão doentes. As análises estavam para lá do limite do aceitável. Foram logo colocadas umas placas de aquecimento para ajudar a temperatura subir, soro e medicação para as dores. Deixou fazer tudo e mais alguma coisa, é mesmo um doce este gato. Ficou internado, claro. Até ao final do dia de hoje e os próximos dois ou três são fundamentais para saber se ele se safa desta e qual o melhor tratamento a seguir em sendo possível.

E para saber a idade dele? Os anos passam mesmo sem dar por eles. Em 2009 (?) quando veio para nós, o Afonso tinha mais de 3 anos, ora estamos em 2015, já lá vão mais seis, e eu achava que andava pelos 8 ou 9 anos, afinal já vai mais para 10 que outra coisa. Nos gatos faz toda a diferença.

Gato, tu apruma-te e vê lá se recuperas!

Gato Afonso.jpg

 

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publicado às 19:28

Assinalou-se esta semana, dia quatro de Fevereiro para ser mais precisa, o Dia Mundial de Luta Contra o Cancro. E quando não se quer lutar? Quando se tem um carcinoma epidermóide estadio III-a e não se quer lutar? É desesperante ter de lidar com alguém assim. O mais grave é que nem é bem o não querer lutar, é mesmo o "gostar" de estar doente. Toda a vida me lembro das imensas queixas de tudo e de nada e da imensidão de medicamentos que tomava, por iniciativa própria, à conta disso. Hipocondríaca que se prezava inventa doenças onde não existiam. Quando de facto ficava doente era o êxtase. Aquilo deixava-me possessa. Isso e o que ela chateava as pessoas à volta dela e depois mais tarde a mim, quando já tinha carro, para a levar ao hospital vezes sem fim. Ela fazia gosto naquilo.

Hoje que tem de facto um problema grave e sério, não tem o mínimo cuidado. Não segue as instruções do médico, faz a medicação que quer, a que o oncologista não lhe passa pede à médica do centro de saúde. Entrega-se ao estar doente, não se alimenta, não ingere as proteínas necessárias para poder enfrentar os tratamentos, enfim, tem sido uma palhaçada. Nos primeiros tempos consegui te-la na minha casa, fazia medicação atempada e correcta, comia (obrigada mas comia) tudo o que lhe fazia falta e em troca fartava-se de reclamar, tentava sempre enganar-me com os comprimidos, passava as noites em claro e depois dormia de dia, foi dose. Tanto andou, tanto fez, tantos problemas arranjou que acabou por se ir embora para casa dela. Agora claro é o descalabro. Tanta gente a necessitar dos recursos que ela desperdiça, fico chocada com tudo. Na passada semana foi de urgência para o hospital e lá ficou até ao dia seguinte para observação. Desidratada, mal alimentada, com dois pensos de morfina colocados em simultâneo fora os comprimidos que há-de ter tomado e não confessou. Era deprimente vê-la, sem dizer nada com sentido, sem entender nada do que lhe era dito, sem noção de espaço nem de tempo, sem se conseguir manter de pé, uma tristeza. Só reclamava, só se queria vir embora, eram todos estúpidos, dos médicos aos auxiliares. Quando a trouxe para casa estava outra, claro está. A meio desta semana estamos quase na mesma, nem sei o que fazer. Só se prejudica, e "gosta" destes filmes, adora fazer-se de vítima de desgraçadinha, toda a vida assim foi.

É frustante assistir a todo este processo e não poder fazer mais. Não admite que precisa de ajuda de foro psocológico até, para lidar com tudo, acredito que é dose. Não posso fazer mais porque ela não quer, mas para quem a ouve falar o discurso é o oposto. O que fazer quando não se quer lutar?

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publicado às 20:00


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