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Nos últimos dias tudo colapsou. Senti-me atingida por um tsunami. Fiquei sem saber o que fazer, o que pensar, o que sentir. Horrível. A minha intuição dizia-me que se passava algo, e eu fazia de conta que não (já diz o ditado que "mais cego é quem não quer ver"), as coisas tomaram proporções que nunca me passaram pela cabeça. Uma coisa é ter uma pulga atrás outra é ter a confirmação dos factos. Tantas aflições... Primeiro eu e os meus filhos, aquilo não era vida. Achava eu que ia ser tão diferente, sinto-me tão injustiçada... ficou o desencanto, o desamor, a desilusão. Bem sei que o tempo cura tudo e que nada acontece por acaso. Ainda não sei o que o futuro me reserva, aguardo pela bonança.

Agora que o stress, a adrenalina e o espírito estão a acalmar, acho que estou bem. Não está a ser fácil e não vai ser fácil, mas como alguém me disse "a vida faz-se caminhando". Nada como Começar de novo. Tem-me valido o apoio incondicional dos poucos amigos a quem já tive coragem de contar o que se passou. Os amigos são de facto a família que nós escolhemos.

Tenho tido dores de estômago que devem ser dos nervos (ou então só a minha bactéria de estimação, que por lá vive há uns anos, a dizer olá), ando com um cansaço tremendo, dou por mim a adormecer no sofá relativamente cedo, completamente vencida e depois acordo a meio da noite e fico que tempos acordada e quando acordo de manhã tenho um sono imenso, custa-me horrores levantar. Uma porcaria, detesto acordar e sentir-me assim. Hei-de sobreviver.

Por outro lado, no meio desta revolução, tenho mimado muito os meninos, os nossos fins de dia e manhãs são de namoro pegado. Sinto-me tão bem com isso. Como muito bem me descreveu hoje a minha querida V. "Namorar os nossos filhos é o melhor que há!!!! Não há nada que se lhe compare. É o amor mais puro e mais necessário e faz-lhes um bem tremendo, e ao seu crescimento. Eles precisam muito disso certamente e tu também. Faz bem a todos. Não tenhas medo de dar mimos a mais e de pedir também. Os nossos filhos amam-nos acima de qualquer coisa e dão-nos forças para suportar tudo. É o melhor da vida." E era algo que eu andava a descurar (falha minha, pela qual me penalizo e muito) pois até a confusão rebentar eu já não andava bem e eles foram os mais prejudicados. O próximo fim-de-semana vai ser o primeiro a três em muito tempo, quero tirar o máximo partido possível disso. Vamos ver um concerto com a Orquestra Gulbenkian lá no CCB (eles adoram e eu também), se não chover iremos andar de bicicleta, há tpc's para fazer, temos filmes novos para ver, tudo com muito namoro a três, pelo meio, deste amor tão bom de filhos.

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publicado às 21:47


3 comentários

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De Joana a 07.11.2013 às 09:42

Começar de novo não é fácil, mas é possível. Agora dói, mas essa dor vai ficando mais fraca. O ser humano é mais forte do que pensa e um dia vais olhar para trás e vais sentires-te forte.
Ah, os amigos...se são amigos de verdade não os deixes fugir.
Um beijinho
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De nada acontece por acaso a 07.11.2013 às 22:03

Olá Joana,

A vida ensina-nos a ser fortes. Claro que é possível começar de novo, e eu sou perita nisso. Já levei umas quantas rasteiras da vida, caio mas levanto-me sempre. É assim que tem de ser.
Obrigada pelos seus comentários. Seja sempre bem vinda por aqui. Comente à sua vontade. Afinal se aqui chegou por alguma coisa foi, nada acontece por acaso.

Beijinho,

Cátia
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De nada acontece por acaso a 07.11.2013 às 22:11

Boa noite V.,

Não me chateia nada por comentar, aliás comente todos os posts, se assim lhe apetecer. Será sempre bem vinda. Quando achar por bem, gostava de publicar um comentário ou outro, afinal as suas palavras são tão assertivas e é bom saber que está desse lado. Obrigada mais uma vez.
Desejo-lhe que tudo corra pelo melhor com o que esse diagnóstico possa trazer. O alicerces podem até abanar, mas as paredes essas ficarão de pé. Mãe coragem também.

Um beijinho,
Cátia

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