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"Até que enfim! Finalmente! Estava a ver que nunca mais!" Estas foram as palavras mais ditas e repetidas pelo meu filho, quando cheguei a casa do trabalho na sexta-feira. Estava mesmo aliviado. Estava ele e estava eu. Foi um desafio do caraças este 3.º período de lectivo de aulas à distância. E nem me posso queixar muito, que o puto foi super responsável, não falhou uma única aula e cumpriu todas as tarefas propostas. As queixas por aqui são que se aprendeu pouco, para não dizer muito pouco. A matéria leccionada até à vinda para casa, tudo bem, daí para a frente é que foi pouca. Ou melhor, os professores enviavam as matérias e respectivas tarefas em quantidades claramente superiores ao desejável. Alguns professores deviam esquecer-se que os miúdos tinham outras disciplinas, tal era o volume de tarefas atribuídas. Dias houve que às sete da tarde, por aqui, ainda se faziam tarefas para cumprir com o solicitado. O tempo de aulas online foi sempre insuficiente para novas matérias e o tempo para dúvidas foi nulo. Em resumo, os professores despejaram matéria e os miúdos tiveram de se desenrascar como puderam. As notas baixaram qualquer coisa e não houve possibilidade de recuperação. O puto terminou o décimo ano sem qualquer negativa, mas está preocupado com as médias para a faculdade. O décimo ano ficou um bocadinho esquecido por quem manda nisto tudo, sem aulas na televisão, que eram só até ao nono ano, e sem aulas presenciais, aqui apenas os 11.º e 12.º foram tidos em conta. A verdade é que as notas do décimo também valem para a média.

É o que é e foi o possível devido à situação de pandemia que atinge todo o mundo. Preocupa-me ouvir que se calhar o início do próximo ano lectivo será em moldes semelhantes, ou com idas à escola semana sim, semana não. A ver vamos o que nos espera. Uma coisa é certa, este já está! 

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publicado às 10:07

Olá verão!

20.06.20

Começa hoje e minha estação favorita do ano. Quem me conhece sabe que "sou" sol firme e céu azul, calor e dias compridos. Mesmo esteja a trabalhar o importante é que haja sol e esteja calor. É assim que sou feliz. Adorava puder viver atrás do sol e do calor, passar seis meses no hemisfério norte e os outros seis no hemisfério sul. Ou então viver na linha do equador, isso é que era :).  

Acredito que este verão seja completamente atípico devido às circunstâncias que vivemos com a pandemia a assombrar as nossas vidas. Não me vou meter em praias cheias de gente, isso tenho a certeza e para ir até uma praia mais distante e com menos pessoas terei de programar bem as coisas, preparar logística e percorrer uns quilómetros valentes e como tal sei que irei só de quando em vez. Será a realidade possível, pelo menos para mim. Continuo a ter muito receio da covid-19, por mim e pelos meus. 

Medos à parte, estou feliz, chegou o verão ! Estação também do meu aniversário (só podia ter nascido no verão, não é?!) e este ano só pode ser especial, completo em julho quarenta e cinco voltas ao sol. 

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Imagem https://images.app.goo.gl/4rm1XNhhHAossZ6f7 

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publicado às 13:30

É um cliché, bem sei, mas é a mais pura das verdades, o tempo passa mesmo depressa. Ainda ontem eras um puto e hoje estás maior do que eu. És um puto à maneira, teimoso nos seus ideais, doente pelo "teu" Benfica, amigo dos seus amigos e um doce de criatura. Um ser humano com um grande coração, consciente das duras realidades por esse mundo fora. Tens um sentido de humor bem refinado, sempre atento, não perdes a oportunidade de dizer uma graçola. Também és um puto com valores e educação do teu jeito. Da alcunha não te safas, serás sempre o Puto. O meu Puto .

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Parabéns Puto!!!

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publicado às 20:21

65 dias em casa

17.05.20

Hoje é o meu 65.º dia em casa. O último de um confinamento total. A partir de amanhã regresso aos poucos a uma suposta normalidade. Regresso ao trabalho, mas não em pleno. Irei amanhã fazer as oito horas de trabalho e depois o objectivo é irmos uns dias sim, outros não. Ninguém volta em pleno, pelo menos para já. Foi na sexta-feira que soube que iria regressar aos poucos. Primeiro pensamento foi, até que enfim. Segundo pensamento, será que é seguro? Estou num misto de sentimentos desde então. É verdade que a vida tem de normalizar, mas a que custo? Estaremos de facto prontos para voltar? Quero muito voltar à normalidade, mas neste momento, que normalidade é esta? Uns dias sim, outros não, uns dias a meio tempo, outros a tempo inteiro. Ainda por cima num gabinete de cinco pessoas só duas podem voltar. Entre acompanhar crianças em tele escola e doente de risco, é o que resta. 

Então e o resumo deste isolamento? Muita obrigação e pouca devoção. Trabalhei como se no escritório estivesse, logo não me sobrou tempo para quase nada. Não cozinhei por aí além, não fiz pão, não li tudo o queria, nem vi todas as séries ou filmes que tenho por ver. Não arrumei a casa até já não saber mais o que fazer, nem fiz renovações ou mudanças. Não me cansei de estar em casa, nem nunca perdi a noção dos dias. A trabalhar dez a doze horas por dias não sobra tempo para muito mais. Se gosto de trabalhar em casa? Gosto e até bastante. Mas devo confessar que me fazem falta as pessoas, as conversas o contacto com os outros. E agora como irá ser? Acho que nada será como dantes. A pausa para o café ou a ida à máquina da água a pensar se estou afastada dos outros o suficiente, se os outros ou eu estaremos de facto bem de saúde. As refeições como irão ser? Partilhar um espaço fechado e relativamente pequeno com os outros é algo que não me apetece de todo. Para já ficarei no meu gabinete até durante a hora de almoço. Novas rotinas numa normalidade que de normal não tem nada. A ver vamos como irá correr. Para já a ansiedade está a ganhar.

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publicado às 21:35

13 de Maio

13.05.20

Era suposto estar em Fátima hoje. Teria terminado ontem a peregrinação e hoje assistiria às cerimómias no Santuário. Quis o destino que assim não fosse. Estou de coração e com a mesma fé de que se lá estivesse. A fé não se explica sente-se. A peregrinação, essa, este ano está adiada para Outubro. 

Há uma ano estava um mar de gente e um dia de verão, sol e calor, um consolo para a alma a juntar ao consolo da fé. Hoje está um dia feio e chuvoso, deve ser Nossa Senhora a lamentar não ter por lá os peregrinos. 

Há um ano, na procissão das velas, Fátima estava assim:

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Ontem a contrastar estava assim:

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Mesmo assim não deixei de me comover com as imagens, com a procissão e com as palavras do Cardeal.

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publicado às 14:08

Não fosse o Covid-19 e a pandemia, hoje teria sido dia de pôr pés ao caminho pela terceira vez. Teria iniciado hoje a minha terceira peregrinação até Fátima. Tomei-lhe o gosto e estava ansiosa por mais esta peregrinação. Para já está adiada para Outubro, oxalá seja possível por essa altura. Que as nossas vidas já tenham retomado a normalidade possível num cenário pós pandemia. 

Até lá e por estes dias há a sugestão do Santuário há a possibilidade de ser Peregrino pelo Coração. Gostei da sugestão.

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publicado às 22:08

Este fim-de-semana, enquanto fazia zapping na televisão vi que estava a dar o filme "Império do Sol", não consigo precisar em que canal (AXN Movies? Fox Movies? Qualquer coisa do género). Que filme do catano, gostei tanto de o ver como da primeira vez. Caramba quanto tempo passou. Lembrei-me de o ter ido ver com o meu avô (companheiro de todas as aventuras) ao Cinema Mundial (hoje já não existe). Na televisão, não tinha começado há muito tempo e andei para trás para rever. Chamei os meus filhos para verem comigo. Ainda bem que o fiz, eles gostaram e viram uma pequena amostra de uma realidade não muito longínqua e que faço questão que conheçam. Pode ser que parem de reclamar da pandemia e de estarem fechados em casa há quase dois meses. Pelo menos fizeram esse comentário, que a guerra foi sem dúvida muito pior. Concordo, venham de lá três ou quatro pandemias a termos de passar por uma guerra, sem dúvida. 

Logo nas cenas iniciais do filme, comentei - o que será feito do miúdo que fez este filme? E fui espreitar no IMDb. Qual não foi o meu espanto ao perceber que não é nem mais nem menos do que o Christian Bale. Ando mesmo a leste, só pode. Não fazia mesmo ideia. Serei a única? Quiçá. Até parece que vivo numa caverna, credo. Claro que ao longo do filme fui identificando no miúdo Jim as feições e expressões do actor nos dias de hoje. E que bem cresceu o pequeno Jim, confesso que acho o Christian Bale um homem muito interessante. Nas últimas imagens que pesquisei no google precebi que a idade não lhe está a ser muito meiga, ainda assim... acho-lhe graça.

Foi um belo programa para a tarde de Domingo. Numa altura é que é tão difícil, quase impossível até, arranjar um programa que agrade a todos ao mesmo tempo. Mas sobre este tema farei um post em breve.

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Quem o viu e quem o vê.

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publicado às 21:50

Assinalou-se hoje o primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa. Ouvi a notícia logo de manhã e senti orgulho, confesso. A língua portuguesa é falada por mais de 260 milhões de pessoas em todo o mundo nos cinco continentes, ou seja, 3,7% da população mundial. Impressionante. É a 4ª língua mais falada no mundo. É a língua oficial dos nove países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) e Macau, bem como língua de trabalho ou oficial de um conjunto de organizações internacionais como a União Europeia, União Africana ou o Mercosul.

Adoro a língua portuguesa, acho-a poética e encantadora. Nenhuma língua me soa como a nossa. E até tem no vocabulário uma palavra que não tem tradução em nenhuma outra língua no mundo: Saudade. Palavra que adoro, e que tem uma força e sentimento imensos. 

Compro algumas vezes literatura inglesa por ser muito mais barata que a portuguesa, mas gosto muito mais de ler em português e gosto muito de ler autores portugueses, sem dúvida. Gosto muito do João Tordo, o meu livro preferido dele é "As Três Vidas", e também de Afonso Cruz, de quem recomendo "Jesus Cristo Bebia Cerveja", é maravilhoso. E os clássicos? Tão bem e tão bom se escreveu em português. Eça e o seu "Os Maias" (um dos meus livros preferidos de todos os tempos), Camões e o seu "Os Lusíadas" (que todos abominaram na escola e eu gostei, li cada canto com encanto) ou Garrett e as suas "Viagens na Minha Terra" (por onde viajei e sonhei). 

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Imagem dgae.mec.pt

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publicado às 21:54

25 de Abril

25.04.20

Dia da Liberdade. E nós (pelo menos alguns, que muitos já esqueceram as regras), por ironia do destino, "presos" em confinamento nas nossas casas. Com um País em estado de emergência, mas é a liberdade possível em tempos de pandemia. Ainda assim e graças a quem tanto lutou para que de liberdade se façam todos os nossos dias, hoje estamos e somos livres. Livres de pensar, de escrever de ser e de estar, liberdade de viver em democracia. É a realidade que conhecemos e que tem um valor imensurável. 

Liberdade que os nossos pais e avós não conheceram até ao 25 de Abril de 1974, depois de uma vida de regime ditatorial do Estado Novo em vigor desde 1933. Para as mulheres que eram consideradas seres inferiores, que não tinham direito ao voto e que nem viajar podiam sem autorização dos maridos a expressão liberdade tem ainda maior valor. Eu nascida em 1975, perspineta por natureza e tão senhora do meu nariz, não consigo sequer imaginar o quão terrível seria. Infelizmente tenho muito poucas memórias do que me contavam os meus avós sobre o 25 de Abril, mas lembro-me do meu avô contar que chegou a ser preso pela PIDE e de que foram tempos de muitas dificuldades.

Polémicas à parte sobre as comemorações de hoje na Assembleia da República, há que lembrar hoje e para sempre a importância deste dia na história do nosso País e na vida de todos nós. Somos e vivemos hoje o resultado da revolução de 25 de Abril de 1974. Liberdade sempre! 

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Cartoon de @andre_carrilho no DN, disponibilizado para recortar e colar na janela. Publico-o nesta que é a minha janela na blogsfera, uma imagem que tão bem representa este 25 de Abril de 2020.

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publicado às 12:00

Muitos dias mundiais se comemoram ao longo do ano. Este é mais um dos que mais me faz sentido, não fosse eu uma amante de livros. Um livro é vida, ou melhor são vidas e histórias que podemos viver pelas palavras dos seus autores. Adoro ler, tenho tempo de não ter mais tempo e muitas vezes mais paciência para ler. Tenho dias e semanas de tantas horas de trabalho que quando tenho um bocadinho para descansar só me apetece "falecer" para recuperar as forças. Acabei há dias de ler "Americanah" de Chimamanda Ngozi Adichie, que adorei. Ainda não decidi o que ler de seguida. Ando indecisa entre "Últimas Notícias do Sul" de Luis Sepúlveda e "Longa Pétala de Mar" de Isabel Allende. Tenho os dois ali na estante a gritar qual burro do "Shrek" - escolhe-me a mim! Entre outros, claro. A ver vamos. 

Felizmente é um hábito que também consegui incutir nos meus filhos desde mesmo quando ainda não sabiam ler. Dêem-lhes livros e é vê-los ficar felizes.

Sobre este dia e que eu desconhecia: 

A UNESCO instituiu em 1995 o Dia Mundial do Livro e a data comemora-se desde 1996. A data foi escolhida por ser um dia importante para a literatura mundial - foi a 23 de Abril de 1616 que faleceu Miguel de Cervantes e a 23 de Abril de 1899 que nasceu Vladimir Nabokov. O dia 23 de Abril é também recordado como o dia em que nasceu e morreu o famoso escritor inglês William Shakespeare.

A data serve ainda para chamar a atenção para a importância do livro como bem cultural, essencial para o desenvolvimento da literacia e para o desenvolvimento económico.

Esta data foi também escolhida com base na tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de S. Jorge, e recebem em troca um livro, testemunho das aventuras do heróico cavaleiro.

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Imagem DGLAB

Informações obtidas em DGLAB e Calendarr.com.

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publicado às 21:53


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